19 de fevereiro de 2025
Se o “eu” é potente para afetar esse mundo, como se manter nesse estado de potência se ele é um estado não-permanente e à mercê de estímulos externos que recebemos?
Se somos afetados e afetamos diferente, é possível nos construirmos só com experiências que nos agradam?
Se todos os organismos vivos podem ser parte de um todo, existe uma onisciência da existência, uma onisciência da relação?
Não nos permitimos uma bibliografia de falhas. Só compilamos o que funciona.
Estamos disponíveis a sair de nós mesmos para enxergar coisas que nós, a princípio, não veríamos?
Por que o homem se nega tanto a aceitar ser homo spiritualis, se quando tem a oportunidade de ser menos racional é como se se encontrasse com sua essência?
Afinal, de que serve o artista hoje? O comportamento social nos condiciona; por isso, se não nos transformarmos, seremos apenas condicionamento.
É questão de vida ou morte: o artista tem que se expor de modo a provocar movimento.
Há um caminho pior que a mediocridade que é a aceitação da mediocridade.
Por mais que você tente deixar para trás sua opinião, como falar de um ponto de vista sem colocar sua opinião? Ou antes, por que não expressar sua opinião? Afinal, diferentes pontos de vista engrandecem um ponto de vista.
Até que ponto a opinião cega e a falta dela cega mais ainda? Se não há debate nem análise, o que nos resta? O pré-julgamento, o “é assim porque é”, a repetição da retórica podem até convencer, mas deixa frágil qualquer argumento, transformando conteúdo em rótulos.
Perdemos a oportunidade de “ser E não” ser para apenas “ser OU não ser”.
NAC 2017