O erro é passaporte e caminho fundamental para atingirmos outras visões e percepções.
NAC 2019
O silêncio absoluto não existe. Até silenciados nós ouvimos nosso coração.
Dar tempo aos silêncios e ouvi-los com disponibilidade, caminhar lado a lado com nossa sensibilidade. Mergulhar profundamente, se perder e se achar.
NAC 2019
Nossas emoções e traumas não só afetam a psique, como moldam o corpo físico. Para sobrevivermos criamos mecanismos de defesa. A melhor arma para enfrentá-los é a consciência.
Somos pesquisadores de nós mesmos, do mundo e da vida. De que vale todo esse conhecimento se não for partilhado?
NAC 2019
Todas as possibilidades existem… Tudo depende da capacidade de percepção da consciência.
Como se limpar e se livrar de todas as coisas que carregamos para, na limpeza e na sutileza, deixar que o momento aconteça. Eu sou eu, mas não sou, no entanto, não deixo de ser, pois sou eu em outra situação e neste exato momento.
Quando me conheço o meu limite existe, mas ele não me limita, meu limite faz parte da minha natureza.
O grande apoio da vida talvez seja a percepção. Mais do que modificar hábitos, abandoná-los, para permitir uma reorganização e uma ampliação da consciência.
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Ao criar condições para que seja necessária a mudança, podemos nos deparar com a dor. Porém essa dor pode nos expandir enquanto seres humanos.
Podemos ousar uma nova experiência de atuação encontrando outros apoios para além da palavra.
E se pararmos de reproduzir modelos e passarmos a criar com a nossa natureza?
Mais “e” e menos “ou”. As coisas ao mesmo tempo, uma inteireza complexa.
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O tempo que a sociedade nos impõe como sendo o “certo” está longe de ser o tempo da nossa natureza. Vivemos apressados, impacientes, ansiosos — tentando acompanhar um ritmo que não é nosso.
Mas será que o tempo que tomamos como “nosso” é, de fato, o tempo da nossa essência? Ou estamos nos envenenando em vidas corridas, como frutas fora de época — grandes, vistosas, mas com a natureza profundamente alterada?
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Falar do passado com a língua de hoje… Como transmitir por meio dela os sentimentos daqueles dias?
Inventar os sentidos que mobilizam e encorajam, fazendo o que escolhemos fazer, são oportunidades para cavar espaços internos que comporte o pleno exercício da potência de cada um.
A existência é a união das experiências, que só nos perpassa no momento presente. O agora é o que você é e só é possível vivê-lo se você se expor.
Expectativa é pensar um futuro que não existe, julgamento é pensar um passado que não existe. Você é o que é agora. Você não pensa o que você é, você só é.
As condições criadas nos auxiliam, mas de nada adiantam se não houver o EU presente. A autoavaliação real permite desenvolver uma responsabilidade acerca de
si mesmo.
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O exercício de escuta interfere diretamente na percepção, podendo ampliar e educar a nossa sensibilidade.
As crianças têm a capacidade de mudar de fluxo com rapidez. Estar em uma brincadeira e partir para outra em segundos, mudar do riso para o choro. Acreditam com toda inteireza em cada momento, em cada palavra dita e em cada ação que executam. São para nós modelos que vivenciam o presente e o agora.
Não somos, e sim estamos. Somos múltiplos e em mudança a todo momento, tendo a capacidade de estarmos muita coisa.
Retornar ao ponto de partida. É preciso voltar, é um tesão voltar e fazer de novo para sentir na pele, para sentir o vibrar do universo. Retornar nesse caminho até o lago, porque o mergulho cada vez será diferente.
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Se expor é diferente de se mostrar. Se mostrar implica querer demonstrar algo, ter a pretensão de causar efeito. Se expor tem a ver com revelar-se, estar presente e inteiro.
No teatro, assim como na vida, o que nos modifica é a experiência que surge a partir do despertar da nossa sensibilidade.
A quietude de alma nos permite acessar outras instâncias. Essa ação de silenciar se faz preciosa para a conexão. Talvez seja esse o papel de uma obra de arte.
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Dizem que, antes de um rio entrar no mar, ele treme de medo. Só quando entra no oceano é que o medo passa, pois o rio compreende que não se trata de desaparecer no oceano, mas de tornar-se o oceano.
Somos uma revoada, juntos e ao mesmo tempo independentes. Seguindo um chamado que racionalmente não é explicado, mas vivido necessariamente de forma orgânica.
A produção de sentidos é a nossa realidade.
Podemos tirar o modo automático de nos expressar, encarando o abismo do desconhecido como um lugar valioso, onde é permitido encontrar o novo.
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