Estamos tão “pré-ocupados” com o kronos (tempo cronológico, mensurado, controlado) que nos esquecemos do kairós (tempo ligado à emoção, que não pode ser medido). E este tempo, que significa “momento certo ou oportuno” é o que alimenta a alma.
Dilatar o tempo nos coloca em estado de percepção e ativação dos sentidos. Passamos então a perceber o que estamos experienciando.
Desde tempos imemoriais, não há apenas um início, um começo, mas inícios, começos, assim como muitos e variados e dançantes fins para além do tempo sem-tempo. A interdependência e interconexão abarcam do ínfimo ao macro, elidindo tempo e espaço, observador e observado, sujeito e mundo.
Há possibilidades que, independente de qualquer coisa, ainda existem em outros tempos-espaços, pois nada morre. Nada que é criado deixa de existir ou é meramente desprezado.
NAC 2015