Um certo medo da exposição parece nos dominar de tal forma que torna-se difícil mergulhar dentro de nós mesmos e trazer à tona o que temos de mais humano…
Negar o racional não é abrir possibilidades, pois o racional é uma das possibilidades, não o único lugar. Então, não é negar, é não se limitar.
Trabalhar sobre o SER, apurar a percepção de si, eliminar bloqueios, aprender a respirar, potencializar sua natureza.
Por vezes, condicionados/engessados, esquecemos a criança que existe em nós e não nos deixamos sensibilizar, esquecemos de observar. A criança está aberta ao novo, ela se surpreende com cada descoberta sem receio de errar ou se machucar.
Entender a fluidez e o movimento da minha disponibilidade, abrindo possibilidades e enxergando que a entrega precisa ser a mais completa possível. A cada dia, uma descoberta nova, um novo revelar, um outro olhar, desdobramentos…
Estar nu de si mesmo para estar, para viver, se deixar permear por outros estares, outras respirações, outros seres. Estar nu de si mesmo para transparecer o invisível.
Primeiramente nos conscientizamos dos gestos cotidianos e procuramos sair do ímpeto dos nossos condicionamentos. Quando seu corpo para, você para, aquieta a alma e permite que algo venha ao encontro de você, ao seu corpo ausente.
NAC 2014