AlmaNAC: o blog do Núcleo de Artes Cênicas

INTEIREZA

Um ritual rigoroso, que demanda tempo, suor e entrega. Demanda expansão, física e de consciência. Um ritual pensado e realizado por pessoas que falham, mas que querem, com o teatro, tocar o sagrado. O imponderável.

Os rótulos não podem ser maiores que a essência do ser humano. Como seres inacabados estamos em constantes mudanças, somos singulares. Não somos obras a serem catalogadas.

Desconectando dos padrões de conforto que criamos durante a vida, vamos nos conectando com uma versão mais íntegra de nós mesmos.

O sentimento de que tudo se conecta passa a ser natural quando unimos reflexão e prática, mente e corpo, fugindo da “fordização” tão comum ao aprendizado artístico: a aula de interpretação, seguida da aula de corpo, de voz, teoria, etc; juntando peças distintas para tentar chegar a um resultado, quando somos na verdade uma coisa só.

Conhecermos não só a nossa mente, mas nosso cerne físico, nossa casa de ossos, nossos alicerces musculares, nossa percepção adormecida e, assim, explodirmos em sensações a nossa candura ingênua, o nosso brando temor e, por que não, nossos queridos demônios que não nos deixam perceber quem somos, o que fazemos e, principalmente, para onde iremos.

Existe uma verdade imediata no milagre: é indisfarçável quando somos tombados de fato por algo. O que fazer quando as potências internas e externas não estão em harmonia?

NAC 2016