As práticas que levam ao corpo equilibrado podem colaborar para ampliar a consciência e a visão de mundo. O corpo equilibrado permite um maior contato consigo e com o outro.
O corpo se reorganiza na profundidade da queda em si mesmo, criando um mosaico de imagens e sensações que se (des)organizam apoiadas na vibração do ineditismo.
Os condicionamentos corporais que nos marcam ao longo da vida, seja pelo trabalho, traumas, medos ou fugas, formam retalhos sobre o corpo, limitando, condicionando e desorganizando a postura, impedindo assim de encontrar um corpo neutro para que qualquer silêncio proposto seja ouvido.
A estrutura corporal se forma a partir do movimento e em função da liberdade, em direção a autonomia. Quando desorganizados, desrespeitamos nossa natureza e nos aprisionamos em nós mesmos.
O estado de neutralidade possibilita que o nosso corpo se encontre propício à criação.
O alinhamento da nossa fonte de equilíbrio estrutural, condizente com nossa natureza humana, reorganiza a bagunça que adquirimos no decorrer da vida. Para uma boa edificação, se faz necessário um bom assoalho.
Muito de nossa postura se dá num aparato de coisas que nos acontece no decorrer da vida. Temos nossas vidas escritas e compostas em nossos corpos, as cicatrizes permanecem, ainda que não as desejássemos. Toda uma estrutura de vida contada pela estrutura do corpo.
A coluna ativa conecta o céu e a terra. O corpo facilita a mente a entrar em um estado de constante atenção e se relaciona com a qualidade de disponibilidade almejada. Conexão entre terra e céu nos fortalece enquanto artista, para instigar e provocar a sociedade na direção ao sensível.
Executar não é o foco e não tem certo ou errado. Se apresentam como oportunidade de investigação partindo de um princípio, com foco em perceber como o corpo pode experimentá-lo, quais os limites, como reage e como se reorganiza, física e mentalmente.
NAC 2019