O sacrifício extremo nos coloca em um estágio de fracasso: nada conseguimos, utopicamente procurando a redenção. O prazer contínuo nos leva a ilusão, ao paraíso inexistente.
O infinito dentro do finito a nossa própria humanidade não se limita apenas a sermos humanos, mas a sermos também uma alma com suas múltiplas complexidades.
Somos seres dotados de histórias singulares e ao mesmo tempo essas histórias são encontradas em nossos antepassados e até no humano mais pré-histórico.
Nossas vidas se interligam, portanto, as atitudes devem ser potencializadas por meio desta troca, nunca menosprezando ou diminuindo uma relação entre os seres.
O ato de se reunir em volta da fogueira revela o que pensamos da necessidade do humano. Está faltando mais humanidade, faltando essência. A necessidade de suprir essa falta é o que nos leva a subir no palco.
É necessário problematizar soluções, questionar verdades unilaterais, somar informações e percepções do entorno coletivo a partir de um olhar sensível.
Os vazios, as sombras, os não raciocínios diante de questões cotidianas, do estar vivo e do conviver nos levam a não enxergar, não querer ver, não se mobilizar a outras realidades.
Se usarmos o físico/espiritual para nos comunicarmos com o outro e com o mundo que nos cerca, nossas ações serão indeléveis e contribuirão para as gerações futuras.
Repetimos vícios que estão há anos arraigados em nós, reafirmando a frieza da nossa existência. Frieza com a qual tratamos e analisamos as situações, as coisas, o outro ser humano, o mundo. O objetivo é perceber que quando analisamos um tema humanamente, abrimos uma possibilidade de mudar a nossa natureza humana, pois somos tocados, somos sensibilizados, somos retirados do limite finito do ego.
Olhar nos olhos e delicadamente sentir a frágil humanidade. Esse é um raro momento onde a arte começa a nascer como nascem as estrelas. E a cada estrela que nasce, mais brilhante fica o universo.
NAC 2016