Como se deixar afetar? Como não simular a afetação? Eu simulo? Como
identificar essa simulação? Como (des)construir meu corpo?
Foi surpreendente? Estou simulando? Em que momento as partes do meu corpo são convidadas a participar do movimento? Eu respeito esse tempo? Qual a duração? Quando termina? Por que interrompo esse fluxo? Permito que essa pesquisa aconteça ou só realizo?
Que tipo de artista somos? O que buscamos enquanto artistas? Qual é nosso projeto poético pessoal? O que pretendemos com o NAC?
Será que com toda nossa moralidade e pseudo cordialidade conseguimos ter encontros, experiências ou fazer parte genuinamente de algo?
Como nos permitir a não empreender análises superficiais de nós mesmos?
Que contribuição estou dando analisando o ser humano dessa maneira? Que contribuição dou a sociedade enxergando, escutando, falando, agindo e sendo como sou?
São os estados que provocam a imaginação ou a imaginação que provoca estados? Como mudar o apoio nos jogos poéticos? Como mudar os apoios de nossa imaginação? Como utilizar os apoios para nossa imaginação?
Por que não deixamos livre a nossa imaginação, para que ela nos leve e conduza o exercício? O que nos faz voltar ao racional? Falta de treino? Falta de experiência? Bloqueios? Medo da exposição? Será que é por conta do costume que temos em nos preocupar somente com o que é visível?
Por que deixamos escapar nossa criança? Por que o jogo vira trabalho e nos alienamos de nós mesmos ou em nós mesmos?
Como ser artista? Como ser artista nos dias de hoje? Como ser artista se não nos auto conhecemos? Como nos autoconhecer? Como analisar uma obra, se não criarmos coragem em parar de nos enganar?
O que te move? O que te moveu até aqui? Por que estou aqui? Já é, um ato de exposição, daqueles perigosos e prazerosos.
As perguntas são propostas de caminhos. As respostas são conquistas. Questionar é ensinamento. Responder é aprender, mudar, movimentar. A investigação começa no “será?”. O caminho talvez seja experienciar caminhos.
Qual é o ponto fundamental do seu argumento? Qual é o apoio que te faz dizer as coisas com sensibilidade? Qual a espinha e a veia desse fiapo humano? Será que você compreendeu mesmo a personagem? Qual a sua pesquisa de hoje?
Não limite o seu infinito. Se surpreenda. Tenha tesão. Só o tesão sustenta outro espaço e outro tempo.
NAC 2014