Quando nos deparamos com a investigação de sensações e sensibilidades na presença física do outro, por meio do olhar, da voz, da respiração, no ‘abrir-se para’ ou ‘através de’ um portal (no caso ‘o outro’).
Entende-se por um portal aquilo que nos leva a um novo lugar. Mas será que onde fomos é realmente novo?
Seria muito raso nos definirmos como somente aquilo que somos conscientemente. Afinal, como poderíamos explicar a morada das histórias que contamos no Portal? Onde elas se escondem antes de serem pronunciadas?
É você e não é você, pois é você em outras condições, então não é você, mas é você.
Eu me esqueço quando estou presente? Sim. Eu me esqueço? Não. Flutuamos, voamos, ficamos em suspensão.
NAC 2014