OFÍCIO
A organicidade na atuação, em sentido pleno, é também sair da zona de conforto e abandonar os moldes de atuação consolidados pelo mercado baseado em modelos sem reinvenção.
Se o artista entra em cena com a pretensão de induzir determinado sentimento ao espectador, ele limita as possibilidades e o subestima.
Ser artista está vinculado a um incansável autoconhecimento.
Às vezes as mesmas questões perduram por toda uma vida, ou por toda uma obra, sem nunca se esgotarem. Isso sugere a assinatura do artista.
Buscamos encarnAR as condições para desempenhar nosso ofício ARtístico de: manipular atmosferas, criAR subjetividades, dominar as palavras para enaltecer os silêncios.
A obra de ARte é apenas o efêmero “tácito estético” pré-Texto que busca criAR sentidos à vida, com vida, pela vida e pelas vidas vindouras.
Há que se ter referências que ampliem a sensibilidade, refinem o olhar, abram repertório sobre o humano. Mas não basta apenas ver. Será que estamos preparados para ver?
Em um mundo de ganhadores, de não-errantes, o peso do insucesso nos impede de respirar. Assim, nos distanciamos do prazer – quase inocente – da descoberta de si mesmo.
NAC 2017