ÉTICA
A responsabilidade de ter de contribuir, de dizer algo relevante para o mundo, não deveria nos impedir de falar, e sim nos mover.
Em um debate, mais fácil do que construir um pensamento, é destruir os argumentos do outro. Como se, negando o outro, eu me afirmasse. Mais proveitoso seria praticá-lo como um exercício de generosidade/alteridade, de compreender a complexidade do outro sem as nossas réguas.
Qual é o vínculo real entre as questões que me inquietam e a forma como as manifesto? Isto é, em que grau eu me afino, já que o filtro sou eu? Deparo-me com a ética de ser artista, com a importância da não alienação atrelada à responsabilidade de quem pretende criar imagens para se expressar.