INQUIETAÇÕES
Por que algumas decisões nos dão a ideia de aprisionamento? O que nos impede de ir embora ou de ficar? O que nos impede de ser quem nós somos, convictamente, ou de assumirmos nossas contradições e incertezas pro mundo?
Quantas escolhas e renúncias fazemos todos os dias, todo o tempo, a vida toda… Quantas imagens e rostos e sons se perdem ou são apreendidos por nós de acordo com nossas escolhas ou circunstâncias… E o impacto que cada um desses pequenos fatores tem em nossas vidas?
Por que temos que formar uma opinião sobre tudo? É nossa opinião que nos torna únicos? Ou será o nosso potencial artístico de ver as coisas que nos faz verdadeiramente únicos?
Deixemos de buscar ativamente respostas ou pontos de vista, ângulos, “verdades”, certezas, achismos… Porque, afinal, as “respostas” são tantas, tão múltiplas, diversas e infinitas, que talvez não haja resposta.
O amor exime qualquer tipo de culpa? Quantas cascas podemos arrancar de um indivíduo e, ao arrancá-las, quantas delas não serão nossas próprias cascas?
Quando se descobre o poder e o lugar imprescindível do afeto em nossas vidas, imediatamente, ou quase, nos damos conta daquilo que nos é inato, imanente, e apto à liberdade: seja o ato de criar, de sonhar, de ensinar/aprender e, ainda, a possibilidade de uma melhor qualidade em se relacionar uns com os outros para além dos entraves internos/externos que, muitas vezes, geram fronteiras e confusão.
NAC 2015