MORAL
E se nenhum olho humano estiver pousado sobre nós enquanto fazemos o que fazemos, que qualidade terá nossa prática? Com que deleite nos entregaremos a nós mesmos?
NAC 2019
Um almanaque é uma publicação anual que contém uma variedade de informações úteis e interessantes, como calendários, datas importantes, horários do nascer e pôr do sol, fases da lua, previsões meteorológicas, dados astronômicos e astrologia, entre outras informações.
Almanaques geralmente também incluem artigos e curiosidades sobre uma ampla variedade de tópicos, como história, ciência, literatura, entretenimento e esportes. Eles são projetados para serem usados como uma fonte de referência para o ano em curso e são publicados anualmente.
Originalmente, os almanaques eram usados como auxílios de navegação por marinheiros, mas posteriormente evoluíram para livros de referência gerais para o público. O primeiro almanaque impresso foi publicado em 1552, e a tradição continuou por séculos, pois oferecem um vislumbre do passado e fornecem uma perspectiva única sobre como as pessoas viam o mundo na época.
O AlmaNAC, blog do NAC, tem como essência os fundamentos do Almanaque e irá compartilhar relatos de experiências vivenciadas por meio da práxis poética proposta nos cursos de atuação presenciais do NAC entre os anos de 2014 e 2019.
Os relatos de experiência são resultado de todas as reflexões críticas produzidas semanalmente pelos(as) participantes em cada edição do curso de atuação que, ao final do processo, foram depurados e reescritos coletivamente sob a forma de aforismos.
Os aforismos são frequentemente usados em filosofia e expressam uma ideia ou um princípio de forma clara, concisa e memorável. É um formato que pretende resumir uma sabedoria em poucas palavras.
No caso dos aforismos que serão publicados toda semana no AlmaNAC, a sabedoria a ser compartilhada é um saber de experiência, construído coletivamente e que apresenta os princípios do Sistema Metanoia, metodologia desenvolvida ao longo de 10 anos de prática formativa e aplicada no NAC.
Em iorubá, a palavra para alma é “emi” ou “okan”, dependendo do contexto e da região. A palavra “emi” é mais comum e geralmente se refere à essência vital ou energia que dá vida a uma pessoa ou a qualquer ser vivo. Já a palavra “okan” pode se referir à alma, mas também é frequentemente usada para se referir ao coração ou ao centro emocional de uma pessoa.
Na religião iorubá, acredita-se que a alma é uma parte fundamental da pessoa que se conecta ao Orun (o mundo espiritual) e ao Aye (o mundo material) e que é influenciada pelos orixás (divindades). A alma é vista como uma parte imortal e essencial da pessoa que continua a existir após a morte do corpo físico.
Neste momento, em que o NAC comemora seus 10 anos de existência, iremos revelar aqui neste espaço toda a nossa essência, que dá sentido a nossa existência. A cada semana compartilharemos uma parte da nossa alma, que é fruto de uma experiência sensível, poética e coletiva e que, por isso, tem uma natureza imortal.
E se nenhum olho humano estiver pousado sobre nós enquanto fazemos o que fazemos, que qualidade terá nossa prática? Com que deleite nos entregaremos a nós mesmos?
NAC 2019
A comunicação acontece primordialmente por meio do não verbal. A língua em alguns momentos não é importante. O corpo e a expressão comunicam.
NAC 2019
A existência quando percebida nos desperta para inúmeras possibilidades de nós.
NAC 2019
Antes de tentar sensibilizar o outro, é importante exercitar a própria sensibilidade, dando a atenção devida para aquilo que é invisível ou difícil de enxergar.
NAC 2019
Enquanto o cérebro é um ponto, um órgão físico, a mente é o infinito. O cérebro é uma ilha e a mente é o universo. Qual o limite do teu infinito?
Escrever sobre as coisas faz outras surgirem. E se somos infinitos, como saber onde parar?
NAC 2019
É impossível falar de tudo ou falamos de tudo o tempo todo?
A inquietação mental pode nos atrapalhar impedindo o fluxo natural do corpo. Esse tempo frenético é inimigo mortal da experiência.
NAC 2019